JARDIN. no EM: O design do conforto! | Jardin.

JARDIN. no EM: O design do conforto!

JARDIN. no EM: vem conferir a entrevista completa!


A JARDIN. saiu em uma matéria no Jornal Estado de Minas nesse domingo! Em uma entrevista, nossa designer falou um pouco sobre a moda slowfashion combinada ao conforto, vem conferir com a gente essa entrevista!

JARDIN. no EM, jardin

(clique na foto para ler a matéria completa!)


Quando a grife foi criada? 

A JARDIN fez sete anos neste mês de fevereiro, um período de constante aprendizado e crescimento, no qual eu, Bharbara, busquei conhecer e entender melhor o mercado e aprimorar o produto.

 

Desde então, a produção privilegia modelos confortáveis? Por favor, justifique a resposta. 

Sim. Desde o início o meu objetivo foi criar uma marca em que acreditasse, que tivesse uma essência. E ao longo desta trajetória, sempre tentei não desvirtuar disso: manter o DNA da marca e produzir uma roupa que seja desejada, usada e confortável.

Tinha muito claro que queria vestir mulheres para que elas chamassem atenção pelo que são, para que elas se sentissem à vontade e bem vestidas para enfrentar um dia a dia com diversos compromissos que oscilam entre o profissional e o pessoal.

As peças da JARDIN abrem espaço para que imprimam sua personalidade, são versáteis e possuem uma silhueta feminina que não marca ou expõe o corpo exageradamente. Posicionamento este, que pouco tem a ver com um ideal rígido ou normativo sobre o feminino, mas que tenta transpor estereótipos do clássico bem-comportado ou do sexy provocador, extremamente definidos pelas convenções sociais e também pela moda.

Normalmente exploro ‘shapes’ mais soltinhos e a escolha dos tecidos e materiais são pensadas de acordo com o nosso clima. Tudo é pensado de maneira que a cliente não se preocupe com a roupa que está usando.

 

Quais tecidos são explorados?

A escolha começa pelo toque que tem que ser agradável e suave. Além disso, 90% da nossa produção é feita com tecidos nacionais e de fibra natural. O Brasil é um país tropical e o calor é um elemento presente no nosso dia a dia. Para estar bem vestida e sentir bem durante todo o dia, usar tecidos frescos e que permitam a transpiração da nossa pele é essencial. Usamos tecidos sintéticos quando precisamos plissar, cortar a laser ou explorar alguma tecnologia que não conseguimos aplicar no tecido natural. E particularmente gosto muito também de usar tecidos que tenham 1% ou 2% de elastano ou ‘spandex’ misturado às fibras vegetais, pois esta fibra elástica garante um certo conforto fazendo com que a peça que se adapte melhor ao corpo.

 

Como funciona a modelagem da grife? O que privilegia? Quais são os modelos contemplados pela grife?

Estamos sempre desenvolvendo novas modelagens e fazemos de tudo. O que as peças têm em comum é o conforto. Nunca nada muito colado ou decotado ou curto demais. Fazemos peças nas quais nos sentimos a vontade. Eu pessoalmente detesto usar qualquer coisa que fique me apertando ou incomodando.

 

Existe uma estética do conforto? Como o estilo da Jardin descreveria a mesma?

Acredito que sim. Marcas de ‘loungewear’ e de ‘homewear’ traduzem isso muito fortemente. E outras que trabalham com uma moda extremamente casual e com muita malha também. Esta estética pode ser explorada através da comunicação da marca com imagens que traduzam aconchego, leveza, simplicidade, uma modelo bem a vontade.

O conforto é um diferencial do produto JARDIN, porém eu não diria que a Jardin trabalha especificamente em cima desta estética. Nossa imagem é de moda contemporânea casual chique. Quem usa nossas peças, com certeza percebe este diferencial, mas ele nem sempre é aparente em uma foto.

 

Bharbara, a que você credita o sucesso da Jardin? Você acredita que vem surgindo uma parcela de consumidores mais interessados em conforto do que em status? Por favor, comente.

Hoje o consumidor está mais bem informado e mais consciente do que deseja. Ainda existem muitas ‘fashion victims’ que buscam status e serem vistas. Mas isso tem diminuído a cada dia, graças a Deus! Rss! Chanel nos mostrou isso há um século atrás, mas atém hoje infelizmente várias mulheres não entenderam a mensagem ainda.

Sobre o sucesso da Jardin, o credito à vários fatores: qualidade, design diferenciado e autentico, conforto sim!, praticidade, versatilidade e um trabalho coerente e de muita persistência ao longo destes anos.

 

O confortável também pode ser sofisticado, chique?

Claro! Para mim simplicidade, sofisticação e conforto andam juntos! Ostentação está por fora hoje em dia. Quem é genuinamente chique e sofisticado, não precisa provar ou mostrar que é. É algo que vem de dentro para fora, que requer atitude e a roupa nada mais é que a uma escolha pessoal que revela e expressa tudo isso.

 

Como enxerga o consumidor moderno? Existe uma parcela cada vez mais interessada no luxo simples?

Sim. As pessoas estão mais conscientes e buscando a essência das coisas. Muitas tem questionado o consumo exagerado do <fast fashion> e do custo da peça de roupa. Mesmo que isso aconteça ainda de forma tímida, aos poucos, o consumidor vai procurar cada vez mais marcas como a Jardin: que produzem localmente, de forma ética, com matéria prima nacional e que produzam peças mais duráveis e feitas com mão de obra local. Estão se dando conta que não precisam comprar roupa nova todo mês, que podem comprar menos, porém coisas mais bacanas e atemporais.

 

Nesse sentido, quais são os valores embutidos nos modelos propostos pela grife?

A Jardin se encaixa perfeitamente nesta proposta, neste estilo de vida mais “slow”, mais simples e verdadeiro. Fazemos uma moda não perecível, tanto pelo estilo, quanto pela qualidade — afinal forma, função e qualidade são as três determinantes de um design atemporal.  Produzimos em nosso atelier, optamos por produzir menos e melhor. Isso hoje é um luxo.

 

E quem é o público-alvo da marca?

A cliente Jardin é uma mulher que entende e se expressa pela moda, valoriza qualidade, tem um dia-a-dia multifacetado, com diversos compromissos que oscilam entre o profissional e o pessoal. Ela opta por looks casual chic para estar sempre ‘pronta’ e, mais do que follower, ela é trendsetter.

Nossa proposta de moda se alia ao estilo de vida das nossas clientes: da atividade de trabalho, de dinamismo, de funcionalidade, casualidade, praticidade e urbanidade.

 

Hoje a Jardin está em quantos pontos de venda?

Temos a nossa loja conceito aqui em BH, vendemos e entregamos para todo o Brasil através do nosso e-commerce e atendemos também 8 multimarcas selecionadas que compartilham o mesmo perfil e público alvo da Jardin. Não temos a intenção de massificar a produção conforme explicado anteriormente.