HELENA BRANQUINHO ENTREVISTA: BHÁRBARA RENAULT, SOBRE A PARTICIPAÇÃO NA SPFW N43 | Jardin.

Inverno 2017

16 maio 2017

Helena Branquinho

Helena Branquinho​ ​é nossa colunista convidada. Uma portuguesa radicada em Belo Horizonte, que dividirá sua paixão - ​a ​moda - conosco, através de um olhar transatlântico e textos com delicioso sotaque português. Você pode conhece-la melhor em seu blog www.helenabranquinho.com e também no instagram. @helenabranquinho.

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HELENA BRANQUINHO ENTREVISTA: BHÁRBARA RENAULT, SOBRE A PARTICIPAÇÃO NA SPFW N43

Como já devem ter lido e visto por aqui e por ali, a JARDIN. desfilou na última Semana de Moda de São Paulo (SPFW N43), a mais importante da América Latina. E também sobre como a JARDIN. foi maravilhosa, fresca e atual, moderna e atemporal ao pisar a passerelle. No entanto, não resisti em falar com a Bhárbara Renault, estilista da marca, para saber sobre toda a experiência… Quais as emoções envolvidas nessa participação na semana de moda? E como foi mergulhar nesse novo modelo “See Now Buy Now” adotado pelo evento, que obrigou inclusive toda uma alteração de calendário e formato? 

 

Helena Branquinho entrevista: Bhárbara Renault | Sebrae Top 5   |   Jardin - SPFW - N43   |   Março / 2017   |   foto: Gabriel Cappelletti / FOTOSITE

Sebrae Top 5   |   Jardin – SPFW – N43   |   Março / 2017   |   foto: Gabriel Cappelletti / FOTOSITE

 

Bhárbara Renault partilha conosco e desvenda ainda as novidades da etiqueta.

— Qual é a principal proposta da JARDIN. para este inverno?

Propusemos um inverno leve, neutro e atemporal, pois temos cada vez menos dias frios no nosso país. Pensando em nossas clientes, desenvolvemos peças coringas que serão usadas não apenas nesta estação, mas também em dias mais frescos e nos próximos invernos.

 

— Participar da SPFW é o sonho de muitas marcas. Como foi fazer parte da semana de moda mais importante da América Latina, e qual o tamanho dessa importância para uma marca?

Realmente foi um sonho que se concretizou. Não imaginava que iria acontecer agora… O convite veio em cima da hora e, por conta do prazo, hesitei. Depois pensei: quando terei esta oportunidade de novo? Tenho que agarrá-la! E assim foi, fiz um desfile em menos de 3 semanas. Para a JARDIN. foi muito importante. Importante para divulgação e posicionamento da marca.  É como se o SPFW fosse uma galeria, onde entram apenas os melhores artistas, porém uma galeria do mundo da moda.

 

— A SPFW aderiu com grande entusiasmo ao modelo “See Now, Buy Now” desde o início. Este ano mudou o calendário e todos os desfiles foram dentro deste modelo que permite que clientes comprem logo de seguida aquilo que acabou de ver na passerelle. Como designer, como vê esse modelo? E como é que a marca JARDIN. se posiciona em relação a esse novo movimento?

Na minha opinião, foi uma mudança positiva para a indústria da moda. O formato dos últimos anos já não fazia sentido na atualidade. A internet e as mídias sociais mudaram a forma como as pessoas recebem informação e, hoje, tudo é visto em tempo real. Apresentar uma coleção, que só estará nas lojas em 6 meses, faz com que o novo deixe de ser novo quando chega ao ponto de venda. Precisamos gerar o desejo, sim. Mas apenas desejo não faz a engrenagem da indústria da moda girar. O produto tem que estar disponível para que a compra seja efetuada e para que a indústria continue a funcionar. Moda e negócios andam juntos.

 

— No entanto há sempre necessidade de criar uma ou outra peça mais conceito. Porquê?

Porque a passarela é um palco onde você apresenta um show. É ali que você pode ousar e mostrar as ideias que estão por traz do seu conceito. Ali você pode contar a sua história sem se preocupar se tudo será aderido nas ruas. Na passarela você mostra “moda” e não apenas peças de roupa.

 

— Como é pensar num desfile para uma coleção que foi criada há seis meses atrás?  

É mais fácil que começar um do zero. Pois a coleção já existe, já tem um conceito e um pensamento por trás que você vai usar como o seu fio condutor. Eu apenas trabalhei mais a fundo em cima disso e sem tantas barreiras. Quando fazemos um produto para vender, temos que analisar se a cliente vai usar, em quais ocasiões, se o custo da peça é viável para venda, ou se temos que simplificar e/ou alterar a matéria prima, etc. Fazer uma peça conceito é libertador, você pode fazer o que a sua imaginação mandar.

 

— Próximos planos para a JARDIN?

A nossa primeira loja de varejo, que acabou de abrir agora no mês de maio. Estou muito empolgada com esta nova etapa.

 

E se você perdeu o desfile, confira o vídeo aqui!