Arte urbana: explosão de cores e texturas nas cidades | Jardin.

Inspirações

14 abril 2017

Deborah Morais

Deborah Morais é uma (futura) designer que adora escrever. Nesse espaço, vai falar sobre vários caminhos que levam à Moda: arquitetura, design, arte, cultura e o que mais inspirar!

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Arte urbana: explosão de cores e texturas nas cidades

Yarn bombing, yarn storming, guerrilla knitting. São vários os nomes que batizam esse movimento único na arte urbana, que faz graffitis e intervenções de rua com fios e fibras. As instalações em crochê e tricô começaram a tomar conta das cidades entre os anos 90 e 2000, nos EUA. O artista Bill Davenport passou a exibir esculturas cobertas por crochê em Houston, no Texas. Na virada do milênio, surgiram coletivos que trabalhavam a técnica. Na Costa Oeste americana, em Oregon, o coletivo feminino JafaGirls se uniu na paixão pelo trabalho manual em 2005. A dupla de artistas Nancy Mellon e Corrine Bayraktaroglu começou a espalhar pela cidade seus pontos e nós.

Arte urbana

O movimento de yarn bombing ganhou destaque com o trabalho das JafaGirls. Aqui, a Knit Knot Tree, obra que as tornou mundialmente conhecidas em 2008

A “tempestade de fios” ganhou adeptos mundo afora e ganhou paisagens desde as grandes metrópoles até cidades pequenas. Enquanto a maioria dos movimentos da arte urbana levanta bandeiras sociais e políticas de maneira mais ousada, os yarnstormers fazem esse papel de maneira mais leve. A ideia é tornar os espaços públicos mais aconchegantes e menos frios, procurando recuperar o senso de comunidade em torno de um mesmo lugar. Por isso, as intervenções convidam quem passa por ali a interagir e viver o local.

Arte urbana

Fios que humanizam: yarn bombing no tanque de guerra do Museu Militar de Dresden, na Alemanha

Os fios também podem espalhar histórias na paisagem urbana. O coletivo londrino Knit the City faz bonequinhos e objetos amigurumi, arte japonesa de fazer pequenos itens de tricô e crochê. Liderado pela artista Lauren O’Ferrell, o coletivo espalha as criaturinhas por Londres para mostrar narrativas e falar sobre os mais variados temas. E os coletivos se espalham pelo mundo. Na Austrália, o Twilight Taggers alegra o cotidiano dos moradores de Melbourne. E, em Oklahoma, há a loja Collect Thread, que faz intervenções e ainda vende fios.

Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons, Wikimedia Commons e Wikimedia Commons